Tudo é incerto,
O amanhã assola-me a alma,
Uma lágrima cai
E todo um sofrimento se apodera de mim.
O amanhã assola-me a alma,
Uma lágrima cai
E todo um sofrimento se apodera de mim.
Olho-me ao espelho
Sempre da mesma forma,
Vendo tudo o que sou,
Despertando em mim a realidade de sempre,
Um jovem triste e desmotivado
Com o fedor do medo a perfumar tudo por onde passa.
Os meus olhos observam a minha silhueta,
Calma e monótona,
Tentando esconder tudo aquilo que sinto por dentro,
Um reboliço e desordem completa
Reagindo ás mudanças que ocorrem a toda a hora.
Tudo em mim esgota-se aos poucos,
Tudo em mim mata-me lentamente,
Tudo em mim mete medo,
Tudo mim me deixa hesitante.
Se tu estivesses aqui podia ser diferente,
Mas a realidade afastou os nossos corpos
Não estavas à vontade para lidar comigo
Tiveste medo e deixaste-me só.
Uns momentos em silêncio
E toda uma série de fantasmas surgem, tu és um deles,
E aquilo o que passei contigo traz uma lágrima
Por mais tempo que passe.
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